Este blog não é pessoal! Escrevo por inquietação literária, a ideia de sair esparramando meus sentimentos não me agrada.
Boa leitura. :)

quinta-feira, 12 de março de 2009

carta ao amado passado amargo

In good old times, remember my friend,
Moon was so bright and so close to us, sometimes
Painting the world of our own, for our own eyes

Quando promesas podiam realmente salvar um dia, felicidade era chamar cada minuto de memória conjugada... Toque de mão bastava para nos arrepiar e fazer nada juntos era bom. Quando podíamos sonhar com um longo futuro juntos, quando ausência não era opção, quando ter um ao outro não era escolha...

I have never forgotten your smile
Your eyes, oh, Shamandalie
You saw us always clearer than me
How we were never meant to be
Love denied meant the friendship would die
Now I have seen the light
These memories make me cry
I was unable to cope with what you said

Lembra das brigas? Era quando víamos nossa importância. Lembra quando você disse que eu para sempre? Que nós nunca seríamos lembranças? Ou que nunca mais sequer seríamos "até amanhã"? Eu guardei essas palavras no peito. E eu lembro quando você estava com raiva e gritou que eu deveria morrer, e em como fechei meu coração para essas palavras, fugi e só voltei quando sabia que elas não me deixariam reutilizá-las contra você. Traiçoeiras palavras, essas.

Friendship got broken
Sometimes we break the unbreakable. Sometimes?

Um dia percebi que já éramos casualidade e não rotina, éramos mais gentileza que carinho; abraços só de reconciliação e agridoces sorrisos ácidos. Viramos pretérito perfeito, com aqui e ali de nostalgia.

One cloudy day, we both lost the game?
We drifted so far and away

Borracha e reescrita. Tentávamos desesperadamente criar um final feliz para a tragédia em que nosso romance romântico estava se transformando. Porém todo apagar e reescrever e apagarereescrever e a-pa-gar-e-re-es-cre-ver deixou marcas no papel. Cansou as mãos dos pobres e fracassados escritores de um igualmente fracassado final feliz. Você foi. Eu ainda tentava brincar com a gramática e a coesão, mas elas pareciam carecer por mim tanto quanto você agora. Minha última marca no papel foi uma lágrima, e eu também parti.

Can I ever have what I had then?
Friendship unbroken
Love means nothing to me
Without blinking an eye
I'd fade, if so needed
all those moments with you
And see the world with my wide open eyes
Years went by, many memories died
I'm writing this down to ease my pain

Você lembra...? Livros e histórias não se repetem. Por que deixamos nosso nosso de lado? Talvez porque apoiávamos um ao outro quando deveríamos nos apoiar... Que importa? Uma história sem final não é história. É? Bom, eu voltei e rasguei aquela última folha marcada com tão profundos sugos de escrita apagada. Feito assim estão abertas reticências para um não-fim tanto quanto para novas tentativas.
Para quem eu muito amei, sofri, sorri. Amo, sofro.

Com carinho,
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