Meu 2009 começou de péssimo humor: trancada no carro, numa BR, voltando pra casa na madrugada de chuva. Meu 2009 teve meses completos de noites em claro, noites chorando e dias de desespero; exames psicológicos(pelo menos agora pode-se ter certeza que sou estável psicologicamente, apesar de problemática); muita briga, amizades que esfriaram e saudade; o dia que eu acordei irritadíssima e quando vi a tesoura no banheiro... cortei meu cabelo, que era na cintura, curto. (Deveras divertido ter cachinhos curtos agora, de verdade.) Esse ano teve cirurgia, boba, mas que mexeu com uma angústia minha: ver objetos perto do olho. E meu 2009 teve também reconciliações daquelas inesquecíveis e confirmações daquelas "eu sabia que tal pessoa era mesmo minha amiga!" que fazem a gente sorrir quando lembra. Sei lá se até o finalzinho do ano ainda vou conseguir fazer os 7 quilos engordados no cursinho valerem a pena, mas sem faculdade, já sei, não vou ficar. Tive mais conquistas no campo afetivo que qualquer outra "área". Não, não me apaixonei - é questão de amizade mesmo. Poxa, meu 2009 nem parece tão diferente dos meus últimos anos... e, sabe? Acho que eu poderia passar a vida inteira assim.
- Post para o Tudo de Blog da Capricho.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
bondade
Eu rezo para salvar o mundo. Livrar todos de todo mal. Eu rezo. Pra fazer a diferença eu murmuro palavras que, confesso, às vezes nem sei o que significam. Rezo.
(Enquanto isso estão chorando ao quarto ao lado.)
E eu rezo. Que tudo um dia tudo vai dar certo.
(Estão chorando no quarto ao lado.) Eu rezo.
Não vou secar lágrima não. Não vou prestar atenção no choro - enquanto ele não atrapalhar o meu murmurar de palavras que eu murmuro pra salvar o mundo.
Eu rezo. Eu rezo. Soluços.
- Silêncio aí que eu to rezando!
Silêncio. E eu continuo rezando, eu rezo pra salvar o mundo.
(Enquanto isso estão chorando ao quarto ao lado.)
E eu rezo. Que tudo um dia tudo vai dar certo.
(Estão chorando no quarto ao lado.) Eu rezo.
Não vou secar lágrima não. Não vou prestar atenção no choro - enquanto ele não atrapalhar o meu murmurar de palavras que eu murmuro pra salvar o mundo.
Eu rezo. Eu rezo. Soluços.
- Silêncio aí que eu to rezando!
Silêncio. E eu continuo rezando, eu rezo pra salvar o mundo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
[]
Queria sair. Corre e bate na porta da parede à esquerda, trancada. Uma porta vermelha ao lado, tenta abri-la. Em vão. As quatro paredes têm portas, no total são 7 portas. Havia uma aberta, sabia disso, mas qual?! Olhou ao redor e com o medo ouviu a porta velha fechar-se na sua frente. Não... não podia fechar a última porta... Como iria sair?! Correu até ela e a esmurrou. Em vão. Caiu aos prantos no chão frio. Todas as saídas fechadas. Se ao menos tivesse papel para escrever! (Pra mandar por baixo da porta...)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
neurastenia crônica
No final somos todos tão solitários. Vagando pelo mundo, perdendo e sendo perdido; sentindo saudade e sendo sentido (e sem ser sem sentido - espero). Ninguém fica. Quem fica? Ninguém fica. Este mundo tão pequeno que faz encontrar conhecido, caminhante, ex-amor, ex-ódio, qualquerum às três da tarde, ah!, naquela avenida é também o mundo grande-não-tão-grande(se considerar o mundo que é o coração de quem ama) que faz conhecido, caminhante, ex-amor, ex-ódio, qualquerum se perder em outra avenida por aí e se perder da gente nesse fluxo louco de gente nesse mundo louco de meu Deus! Que loucura, que loucura: gente gente nasce, gente morre; todo dia. Todo dia... Vida? É morte. Morte descansada, que ainda tem força pra caminhar, respirar, pulsar, secretar - dessas coisas da biologia - e, é, torturar.
No final somos todos tão solitários. Ecoando no vazio da (falsa) (des)atenção alheia de palavras. Chorando anseios, retendo desejos; desejosos. Desejosos. (Sonhadores? Ambiciosos? Esperançosos? Desejosos.) Solitários.
No final somos todos tão solitários. Ecoando no vazio da (falsa) (des)atenção alheia de palavras. Chorando anseios, retendo desejos; desejosos. Desejosos. (Sonhadores? Ambiciosos? Esperançosos? Desejosos.) Solitários.
Tristeza, olá.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
~
Mata. Borboleta após borboleta. Corre, foge, se esconde. Não procura, não olha para cima; não se livra das borboletas. Mata. Pisa, esmaga.
(As criaturinhas azuis, quem diria, são tão infinitas quanto o céu azul.)
- É, também estou farta delas.
(As criaturinhas azuis, quem diria, são tão infinitas quanto o céu azul.)
- É, também estou farta delas.
domingo, 18 de outubro de 2009
apathy
Cry alone, I've gone away. No more nights, no more pain. I've gone alone, took all my strength, but I've made the change: I won't see you tonight.
So far away, I'm gone. Please don't follow me tonight. And while I'm gone, everything will be alright. (1)
Pobres nós humanos correndo, correndo, correndo sem direção. Tentando vencer o tempo, sem notar que viver cada hora é virtude dos que dormem e acordam cantando; e outros ficam estacionados enquanto o mundo tiquetaqueia. Tempo é tal qual Deus, ouso sugerir. Podemos não olhá-lo na face, mas, ah, ele está lá. E passa - para os que caminham e os que param; ateus e carolas.
The clock is ticking on the table in my room
Funny how the time just slips away (2)
Cada dia já é um dia mais perto do final de nosso epílogo. Pergunta: é o que lemos real ou mero entreterimento passageiro?
Goodbye, everybody, I've got to go, gotta leave you all behind and face the truth. Mama, oh, I don't want to die. I sometimes wish I'd never been born at all (3.1)
Pobre nós humanos correndo, correndo, correndo sem direção. Sem nunca considerar a possibilidade de não estarmos vivos. Prove-me agora o que é essa coisa chamada morte. Prove-me então a vida. Separadas pela frágil linha do pulsar do coração ou pelo muro de um sorriso? Um sentir? Vive mais cadáver ou doente que sente fome e não tem onde morar? Vive mais o corpo preso no caixão ou corpo preso em preconceitos e conceitos e medos? Sabe alguém, de fato, que loucura é essa de vida e morte...?
Coming over like a suicide
And its the same old trip, the same old trip as before (4)
Não. Não. Existe a possibilidade de vida e morte serem a mesma coisa. Bom ou ruim. E a possibilidade de serem nada(bom ou ruim?). Responde alguém o que acontece quando se morre - usando prova que não a fé. Dual: o mundo é feito e não-feito do que acreditamos. Pior que luz e tempo; como explicar qualquer coisa? Pobre nós humanos achando que temos respostas! Eu não sei a diferença entre vida e morte. (E, talvez, nem você saiba, não?). Ah, e que vontade de morrer, morrer e ver o que acontece! Não há mais valor tangível na vida. Pobres nós humanos... Pobres nós... julgamos sermos soberanos e sequer sabemos o que fazemos aqui...!
Nothing really matters
Nothing really matters to me
Anyway the wind blows... (3.2)
- - - - - - -
- Mais um texto onde usei música para complementar/enfeitar o que escrevi. Eu poderia muito bem deixar sem, mas adoro minhas músicas. :B
Notou os números? Então, é pra mostrar cada uma:
1) I Won't See You Tonight, part.1 - Avenged Sevenfold
2) Arrow - Mr. Big (okey, dessa música não achei vídeo... Mas vai ali/aqui(?) o link de uma outra das minhas favoritas do Mr. Big. Minha atual banda favorita, diga-se de passagem.)
3) Bohemian Rhapsody - Queen
4) Like Suicide - Seether
É só clicar, caso queiram. 8)
So far away, I'm gone. Please don't follow me tonight. And while I'm gone, everything will be alright. (1)
Pobres nós humanos correndo, correndo, correndo sem direção. Tentando vencer o tempo, sem notar que viver cada hora é virtude dos que dormem e acordam cantando; e outros ficam estacionados enquanto o mundo tiquetaqueia. Tempo é tal qual Deus, ouso sugerir. Podemos não olhá-lo na face, mas, ah, ele está lá. E passa - para os que caminham e os que param; ateus e carolas.
The clock is ticking on the table in my room
Funny how the time just slips away (2)
Cada dia já é um dia mais perto do final de nosso epílogo. Pergunta: é o que lemos real ou mero entreterimento passageiro?
Goodbye, everybody, I've got to go, gotta leave you all behind and face the truth. Mama, oh, I don't want to die. I sometimes wish I'd never been born at all (3.1)
Pobre nós humanos correndo, correndo, correndo sem direção. Sem nunca considerar a possibilidade de não estarmos vivos. Prove-me agora o que é essa coisa chamada morte. Prove-me então a vida. Separadas pela frágil linha do pulsar do coração ou pelo muro de um sorriso? Um sentir? Vive mais cadáver ou doente que sente fome e não tem onde morar? Vive mais o corpo preso no caixão ou corpo preso em preconceitos e conceitos e medos? Sabe alguém, de fato, que loucura é essa de vida e morte...?
Coming over like a suicide
And its the same old trip, the same old trip as before (4)
Não. Não. Existe a possibilidade de vida e morte serem a mesma coisa. Bom ou ruim. E a possibilidade de serem nada(bom ou ruim?). Responde alguém o que acontece quando se morre - usando prova que não a fé. Dual: o mundo é feito e não-feito do que acreditamos. Pior que luz e tempo; como explicar qualquer coisa? Pobre nós humanos achando que temos respostas! Eu não sei a diferença entre vida e morte. (E, talvez, nem você saiba, não?). Ah, e que vontade de morrer, morrer e ver o que acontece! Não há mais valor tangível na vida. Pobres nós humanos... Pobres nós... julgamos sermos soberanos e sequer sabemos o que fazemos aqui...!
Nothing really matters
Nothing really matters to me
Anyway the wind blows... (3.2)
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- Mais um texto onde usei música para complementar/enfeitar o que escrevi. Eu poderia muito bem deixar sem, mas adoro minhas músicas. :B
Notou os números? Então, é pra mostrar cada uma:
1) I Won't See You Tonight, part.1 - Avenged Sevenfold
2) Arrow - Mr. Big (okey, dessa música não achei vídeo... Mas vai ali/aqui(?) o link de uma outra das minhas favoritas do Mr. Big. Minha atual banda favorita, diga-se de passagem.)
3) Bohemian Rhapsody - Queen
4) Like Suicide - Seether
É só clicar, caso queiram. 8)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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