sábado, 19 de dezembro de 2009

Perguntem-me!

Sabe como é esse negócio de férias: inutilidade.

http://www.formspring.me/carokashi

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Misplaced, don't say a word!

Eu escrevo sobre as tristezas. O vazio. A solidão que dói. Vestido: forma, vazio; melancolia.


Ai, Humanidade, tira esse véu e mostra seu rosto, que a tristeza tem beleza, e vice-versa. Mostra suas lágrimas, saudades e sonhos perdidos. Cada par de olhos passando na rua é poço de desesperos pra mim. Preocupações, frustrações e falhas. Ai, Humanidade, mostra que você também chora escondida seus medos e lembranças - pra tirar de mim essa solidão de achar que meu pranto é único! Vem me fazer esquecer o azul (é, esse azul sufocante que cobre a gente) que eu faço-te esquecer também. Eu caminho vendo seus olhares lúgubres, em cada sorriso uma tentativa e em cada passo um arrastar. Ah! Humanidade, se admitíssemos nossa depressão!






E então, no caminhar, encontro você. E você sorri. E eu sorrio.
Ai, Humanidade, vem amar! também!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tell me that you love me now, whore

Difícil engolir a comida, insípida, enquanto o desespero ameaça sair: lágrimas, estômago revira. Nojo de tudo; desse bolo mal feito, de mim, do quarto, da vida, de pessoas. O prato é azul. E bonito.


Pff...


...

...



Felizes aqueles que dormem. Dormem sem sonhar!...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

ankle seduction

Estava eu sentada no corredor, tinha torcido o tornozelo e não tinha ideia de como carregar-me; um amigo já havia saído atrás de ajuda. Casualidade: ele apareceu caminhando por ali, carregando sua pasta que combinava com seu casaco. Alto e bonito, sempre gentil e sorrindo.
- O que aconteceu com você? - ele se agachou na minha frente, entre a perna esticada repousando e a outra dobrada verticalmente. Sorria. Eu me perguntei porque nunca o beijei antes. Mas que situação patética e constrangedora!
- Acho que torci o tornozelo. O Gabriel já foi procurar ajuda.
- Não consegue andar?
- Não, caí aqui... - realmente, situação muito constrangedora.
- Aaaahh! Não! - ele fez uma careta trágica e deitou o rosto em meu ombro. Coloquei as minhas mãos em seus ombros, prestes a perguntar o que estava acontecendo, foi quando ele ergueu o rosto e me encarou fundo nos olhos. Estava tão perto de meu rosto que via a luz cintilar em sua barba loira mal feita, notava quão grave era o olhar castanho sob as sobrancelhas grossas. Minha observação durou pouco: fui beijada. Foi sublime. Bobo dizer isso, não? É, mas é que foi mesmo. Me perguntei porque nunca tinha o beijado.

domingo, 6 de dezembro de 2009

mundo onírico [10]

Era noite, tinha chovido e estava um pouco frio. De repente você surgiu, me abraçou - e eu senti mais frio. Parecia ter adivinhado o "como vou para casa?" em minha cabeça, haha. Quando disse que me levaria, eu senti-me aquecida. Disse também que sentiu minha falta (ah, mas isso você sempre dizia...), que iria permanecer do meu lado agora; disse tanta coisa bonita que meus ouvidos ansiavam ouvir, que talvez fizessem meu coração pulsar sem dor... e eu, sempre perdida, acreditei. Acreditei em você. É, amo você estupidamente (temo em aceitar que irremediavelmente) desde sempre. Acho que se você me pedisse para suicidar-me para provar meu amor, pedisse com esse olhar de promessas, eu (talvez) negasse - ao menos consideraria a ideia. Que perigo. (E esse amar-te incondicional e maldito já não é meu suicídio diário, latente e terminal?). Encaminhou-me para sei lá onde, segurando minha mão. Você a segurava de modo tão fraco - desleixado. E eu considerei ser leveza! Você olhava para os lados, como se tivesse medo. Soube depois que não queria ser visto comigo. "Por quê?" fica ecoando dentro de mim. Não foi preciso andar muito para avistarmos um grupo de pessoas. Foi quando entendi a leveza em segurar minha mão.
- Preciso ir.
Você sempre precisava ir. Algum dia você poderia ficar ao meu lado?
Eu sempre precisei esperar por você. Eu nunca precisei ir embora. É, eu sei que você sabe disso.




- Pois é, eu também achei que eu estivesse livre de sonhar com essa história, leitor. Não, ela não é real.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Essa placenta é minha e só minha!

Se eu tivesse uma irmã gêmea idêntica eu ia viver bufando pelos cantos. Eu sou egoísta: não gosto da ideia de dividir meu tempo, características físicas e até – supostamente – personalidade com alguém sem eu escolher quem. Eu ia viver brigando em casa pra sair sozinha, e não com a Fulana. Tenho impressão que gêmeos(as) são pseudo-obrigados a irem em todos os lugares juntos. Qual é, eu gosto de sair sozinha pra ler na praça, ir num café ou tomar suco numa lanchonete. E irmãs brigam, ia ser chato demais ser obrigada a estar sempre com alguém que eu brigue. Eu ficaria me perguntando em momentos ociosos se meus pais não inverteram nossos nomes, sem querer. Como se eu fosse Caroline na certidão, mas na rotina fosse Fulana, já que Fulana e Caroline são iguais. E eu definitivamente sempre teria sorrisos amarelos e respostas secas – algumas outras bufadas irritadas quando sozinha – prontos para todas as incontáveis vezes que eu com certeza seria comparada à Fulana só por sermos cloninhos naturais. Passaria bons anos da minha vida desejando crescer logo pra morar longe e ser eu - e não uma das gêmeas.

- Post para o Tudo de Blog da Capricho.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

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Esse papo de "se morrer agora eu morro feliz" pra mim não existe. Os momentos em que quis morrer foram os piores momentos da minha vida. Momentos em que eu pensava "okey, tá tudo péssimo, não tem como ajeitar; que eu to fazendo viva?". Nos momentos bons eu sempre penso "quero mais, quero mais, quero maaaaais", mas isso seja talvez porque eu sou um pouco ambiciosa.

Deu vontade de compartilhar isso, leitor.



Hum, nas postagens desse mês - só porque é dezembro - eu vou deixar os comentários abertos. Ai, como eu sou uma pessoa legal (não).